"Eu considero Guaraqueçaba um pequeno mundo dentro do mundo"
- Padre Mário Di Maria - (12/07/1974 - entrevista ao Jornal Diário do Paraná)

11 de julho de 2012

50 anos das Irmãs do Instituto São João Batista no Brasil

        Ontem, dia 10 de julho de 2012, no Salão Paroquial, em Guaraqueçaba, aconteceu, a noite, uma exibição de vídeos-documentários e fotografias acerca das Irmãs Missionárias de São João Batista, que comemoram seus 50 anos de vida missionária no Brasil, com comentários da Irmã Maria Ferrari, integrante do primeiro grupo que, vindas da Itália, desembarcaram no Brasil no ano de 1962.

        O Papa João XXIII pedia missionários à América Latina e a Madre do Instituto São João Batista, Dra. Antonietta Capelli (1896-1974), envia ao Brasil irmãs missionárias da Congregação que fundara;
 *       1º grupo composto pelas Irmãs Carla Milanni, Francesca Marelli, Elizabeta Guidici e Maria Ferrari em 12 de julho de 1962.
*       2º grupo, chegando em Curitiba dois anos depois (22/01) com as Irmãs Maria das Graças Longoni, Speranza Belingheri, Maria Teresa Scaroni e Celestina Villa.

        Aconteceu no dia 25 de julho de 1963, o primeiro Encontro do Bispo Diocesano de Paranaguá Dom Bernardo José Nolker – CSSR, com as Irmãs do Instituto São João Batista, que ficaram a par da sua nova missão, atender os pobres e perdidos na fé, em Guaraqueçaba.

Bispo D. Bernardo e Pe. Mário em Guaraqueçaba

        Em 02 de abril de 1964, por intermédio do Bispo Diocesano, chega em Guaraqueçaba o Padre Mário Di Maria e as Irmãs do Instituto São João Batista, Elizabeta Guidici, Maria Teresa Scaroni, Francesca Marelli, Celestina Villa, Carla Milanni, Maria das Graças Longoni, Maria Torroni e Speranza Belingheri.

        Neste mesmo dia o Bispo Dom Bernardo José Nolker – CSSR – apresentou ao povo o sacerdote da nova paróquia bem como as freiras que o acompanhavam, entregou os sinos e as chaves da igreja ao padre e fez a abertura oficial do Livro Tombo, que em diante registraria a vida e acontecimentos na Paróquia e iniciava-se ali o seu trabalho missionário. Neste dia da apresentação do padre e das Freiras, houve discurso do prefeito Laertes Weishmier, do Secretário Diocesano Padre Nelson Torres CSSR, que leu a Constituição da Paróquia, do Vice-Prefeito Gabriel Ramos da Silva, de Celso Leitke e Padre José dos Santos – Director do Studium Theologicum de Curitiba.

        Adiante, são quase cinquenta anos trabalhando em Guaraqueçaba, no início, sem estradas, embarcações, energia, enfim, com as mais difíceis condições, mas mesmo assim, acompanhadas do sacerdote Padre Mário (que logo terá uma postagem própria em sua homenagem) visitavam todas as comunidades e famílias, com doações, cursos, e o mais necessário, que há muito não havia em Guaraqueçaba, reavivamento da fé cristã do povo Caiçara.
Pe. Mário e Irmãs visitando comunidades


        Quando se completou 25 anos da sua chegada em Guaraqueçaba, o Padre Milton Machniewicz - CM (1937-2008), que trabalhava como pároco na cidade, escreveu a carta abaixo, em sua homenagem: Segue um trecho...

Bodas de Prata da Chegada em Guaraqueçaba:

       31 de março de 1964 -  data que ficou marcada como sendo o dia da Revolução no Brasil. Dois dias depois, precisamente no dia 02 de abril de 1964 outra revolução dar-se-ia em uma cidade do Paraná. Era a vez de Guaraqueçaba. Cidade litorânea de beleza sem igual a espera de um bem espiritual. Ao longo da baía alguém avista um rebocador. O aviso é dado: “olhem lá”. Bastou este pequeno alarme, para que uma pequena parte da cidade se dirigisse ao trapiche a espera de algo diferente. A medida que o rebocador se aproxima é possível soletrar o seu nome: P A R A N A G U Á.
       No seu bojo o que haveria de tão importante? Não tardou muito o desembarque: De início muitas malas e oito baús. Um homem de passos pesados, olhar sereno, parecia ser o chefe da tripulação. E o era de fato. Seu nome: Dom Bernardo José Nolker, Bispo Diocesano de Paranaguá. Trazia ele, uma carga de rara preciosidade. Em primeiro lugar um homem de estatura baixa, gordinho, que logo vai se apresentando aos desconhecidos: Sou o Padre Mário Di Maria Muratori. Seria ele, daí em diante o vigário de Guaraqueçaba, depois de 70 anos de espera da mesma cidade. Várias senhoras modestamente vestidas, dão início ao desembarque. Quem são elas?

IRMÃS MISSIONÁRIAS DE SÃO JOÃO BATISTA.

       A primeira de semblante que inspira doçura, de um porte todo bondade. Seu nome: Irmã Elizabetta Guidici. A seguir uma jovem que desperta o olhar curioso dos assistentes pela sua beleza. Sou a Irmã Maria Tereza Scaroni, diz ela. Eu sou a Irmã Francescca Morelli, fala uma moça baixinha e muito risonha. Também ali estava alguém com ares de muita seriedade: Sou a Irmã Celestina Villa, diz ela. Logo em seguida a atenção é voltada para uma pessoa de cabelos coque enrolados. Era a irmã Carla Melani. É a vez de um rosto sorridente, mui vermelho manifestando características européias: Sou a Irmã Maria Grazia Longoni. Surge alguém cujo olhar fez calar o ruído buliçoso das crianças: Irmã Maria Ferrari, de estatura alta, pronta a receber um apelido. E finalmente a calma em pessoa: - Irmã Esperanza Belingheri. Com sua paciência era a esperança de um povo que esperava a muito tempo estas nove pessoas que de agora em diante fixariam residência na terra dos Guarás.
Pe. Mário e Irmãs Missionárias

       Guaraqueçaba inicia uma nova era com estas pessoas que haveriam de iniciar a Revolução Espiritual. O comandante da tripulação Dom Bernardo J. Nolker, convoca a todos para a posse oficial. Entre outras pessoas presentes nesta solenidade estava o DD. Prefeito do Município, Sr. Mário Ferreira Lopes. Embora tivesse apenas comparecido à missa de posse, sentiu-se honrado com o convite.

Missa nas comunidades (a grande maioria delas não possuia capelas)

       Início difícil. Terra árida a espera de cultivo. Muitas seitas já haviam se proliferado enganando o rebanho que precisava ser agrupado. Com muita oração e coragem inicia-se o trabalho. Não importaram as tempestades marítimas a enfrentar, muitas vezes a falta de alimentos, as quedas em águas salgadas, tudo foi sendo vencido com a ajuda das palavras do Pe. Mário: “Coragem – Coragem”.

       E esta coragem nunca faltou a estas heroínas...


PARABÉNS
E
OBRIGADO
ÁS IRMÃS DO
INSTITUTO SÃO JOÃO BATISTA

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abril de 2014

em Guaraqueçaba

ver também
http://informativo-nossopixirum.blogspot.com.br/2012/12/padre-mario-di-maria-um-homem-mandado.html

6 comentários:

  1. NÃO PODIA FAZER ESSE COMENTÁRIO MAIS VOU FAZER O VICE DA CANIDATA NÃO GOSTA DE RELIÃO CATÓLICA.

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    1. O próprio Jesus advertiu Seus discípulos de que viriam falsos profetas usando Seu nome, e ensinando mentiras, para desviar as pessoas da verdade (Mt 24.24).

      O apóstolo Paulo também falou que existem pessoas de consciência cauterizada, que falam mentiras, e que são inspirados por espíritos enganadores (1Tm 4.1-2).

      Nós chamamos de seitas a essas religiões. Não estamos dizendo que todos os que pertencem a uma seita são desonestos ou mal intencionados. Existem muitas pessoas sinceras que caíram vítimas de falsos profetas.

      Para evitar que isto ocorra conosco, devemos ser capazes de distinguir os sinais característicos das seitas.

      Embora elas sejam muitas, possuem pelo menos cinco marcas em comum:

      (1) Elas têm outra fonte de autoridade além da Bíblia. Enquanto que os cristãos admitem apenas a Bíblia como fonte de conhecimento verdadeiro de Deus, as seitas adotam outras fontes. Algumas forjaram seus próprios livros; outras aceitam revelações diretas da parte de Deus; outras aceitam a palavra de seus líderes como tendo autoridade divina. Outras falam ainda de novas revelações dadas por anjos, ou pelo próprio Jesus. E mesmo que ainda citem a Bíblia, ela tem autoridade inferior a estas revelações.

      (2) Elas acabam por diminuir a pessoa de Cristo. Embora muitas seitas falem bem de Jesus Cristo, não O consideram como sendo verdadeiro Deus e verdadeiro homem, nem como sendo o único Salvador da humanidade. Reduzem-no a um homem bom, a um homem divinizado, a um espírito aperfeiçoado através de muitas encarnações, ou à mais uma manifestação diferente de Deus, igual a outros líderes religiosos como Buda ou Maomé. Freqüentemente, as seitas colocam outras pessoas no lugar de Cristo, a quem adoram e em quem confiam.

      (3) As seitas ensinam a salvação pelas obras. Essa é uma característica universal de todas as seitas. Por acreditarem que o homem é intrinsecamente bom, pregam que ele pode acumular méritos e vir a merecer o perdão de Deus, através de suas boas obras praticadas neste mundo. Embora as seitas sejam muito diferentes em sua aparência externa, são iguais neste ponto. Algumas falam em fé, mas sempre entendem a fé como sendo um ato humano meritório. E nisto diferem radicalmente do ensino bíblico da salvação pela graça mediante a fé.

      (4) As seitas são exclusivistas quanto à salvação. Pregam que somente os membros do seu grupo religioso poderão se salvar. Enquanto que os cristãos reconhecem que a salvação é dada a qualquer um que arrependa-se dos seus pecados e creia em Jesus Cristo como Salvador (não importa a denominação religiosa), as seitas ensinam que não há salvação fora de sua comunidade.

      (5) As seitas se consideram o grupo fiel dos últimos tempos. Elas ensinam que receberam algum tipo de ensino secreto que Deus havia guardado para os seus fiéis, perto do fim do mundo. É interessante que ao nos aproximarmos do fim do milênio, cresce o número de seitas afirmando que são o grupo fiel que Deus reservou para os últimos dias da humanidade.

      Podemos e devemos ajudar as pessoas que caíram vítimas de alguma seita. Na carta de Tiago está escrito que devemos procurar ganhar aqueles que se desviaram da verdade (Tg 5.19-20).

      Para isto, entretanto, é preciso que nós mesmos conheçamos profundamente nossa Bíblia bem como as doutrinas centrais do Cristianismo. Mais que isto, devemos ter uma vida de oração, em comunhão com Cristo, para recebermos dele poder e amor e moderação, e percebemos de lado estamos, do lado de Deus ou da criatura que somos nos mesmos pecadores, falhos arrogantes e presunçosos.

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    2. olá colega leitor. Vc é Guaraqueçabano? caso sim, não gostaria de fazer uma postagem sobre as suas opiniões a respeito das religiões existentes em nossa cidade??????? O assunto é complicado, aos olhos do leigo, mas alguém que, aparentemente entendido, acredito, poderia contribuir mais, seria uma prática de, como disse: "ajudar as pessoas que caíram vítimas de alguma seita" etc. Vc não acredita que a prática do bem aos irmãos em sintonia com sua inabalável crença é melhor do que praticar qualquer religião? "nem todo aquele que diz "Senhor, Senhor" entrará no reino do Céu"! Fica o convite, acaso queria fazer uma abordagem sobre as religiões de Guaraqueçaba, sei lá, historicamente, teologicamente... Basta assinar a postagem e enviar em meu e-mail: muniznativofilho@yahoo.com.br

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    3. cada um tem sua religião concorda?

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. esponder

    Sandra MunizSegunda-feira, Julho 16, 2012
    Nossa sobrinho, que maravilha de divulgação...quando elas chegaram ao Brasil, eu nem havia nascido !!!!! E sem saber que eu ainda faria parte desta maravilhosa congregação...valeu a experiência, aprendi muito...só tenho a dizer muito obrigada, obrigada, obrigada... a essa equipe corajosa, abençoada e iluminada...muitos já se foram daqui, singrar outros mares, os da eternidade e outras ainda permanecem na missão, gastando-se como velas,incansáveis no amor e fidelidade constante, uma coisa é certa : " seus nomes estão inscritos no livro da vida" !!! Eu as amo muito.... nunca me esquecerei..., quando avistava-mos o barco missionário "SÃO JOÃO BATISTA" ou "SÃO LOURENÇO", gente que festa..."Barra de Ararapira" entrava em clima de festa ...minha terra natal...que saudades... a fé que hoje professo e tanto amo, começou lá... Parabéns ZÉ, é um orgulho tê-lo como família.

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